Ferida na boca sem cicatrizar exige avaliação
Feridas indolores e persistentes na boca não devem ser ignoradas, especialmente quando duram mais de duas semanas.
Feridas na boca que não cicatrizam precisam ser avaliadas por um profissional de saúde. O alerta foi reforçado pelo dentista Dr. Ronaldo Dias no ABC Talk Ao Vivo 304, ao explicar que o câncer de boca pode ser confundido com alterações simples no começo.
O dentista destacou que a ausência de dor não deve ser usada como sinal de tranquilidade. Segundo ele, algumas lesões preocupantes podem começar pequenas e indolores, o que faz com que o paciente adie a ida ao consultório.
“Não tá doendo, vá. A afta dói bastante, mas ela desaparece”, disse o dentista.
O ponto principal da orientação foi a persistência. Uma afta comum costuma incomodar, mas tende a melhorar em poucos dias. Já uma ferida que permanece, muda de aspecto ou não cicatriza merece investigação. O mesmo vale para manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, alterações na língua, feridas no lábio e lesões que sangram ou aumentam de tamanho.
De acordo com o Ministério da Saúde, lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias estão entre os principais sinais de alerta para câncer de boca. O órgão também cita manchas, nódulos e rouquidão persistente como pontos que exigem atenção.
O diagnóstico não deve ser feito pelo próprio paciente nem por busca de imagens na internet. A recomendação é procurar atendimento para exame clínico e, se houver suspeita, encaminhamento para investigação adequada.
A conversa teve tom de orientação pública. Em vez de gerar alarme, o recado foi de atenção: perceber uma alteração não significa ter câncer, mas ignorar uma lesão persistente pode atrasar o diagnóstico de um problema sério.
O tema foi apresentado como parte do projeto de conscientização levado pelo convidado.